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ECONOMIA CRESCE NO MERCADO FINANCEIRO E ADMINISTRAÇÃO
Elaboração
Publicado pelo Jornal A TARDE
Profissão das mais respeitas na história do conhecimento humano, o economista atua como um profissional ligado ao planejamento da atividade produtiva de empresas das iniciativas privada e pública, além de ONGs. A atual conjuntura da dinâmica da economia brasileira tem levado a uma crescente valorização da sua atuação diretamente no mercado financeiro, mas sua presença é muito marcante também no gerenciamento da administração pública. Para a economista-técnica do Dieese na Bahia, Lavínia Moura, até os anos 80, existia mais vagas de trabalho para o segmento, pois a profissão era mais valorizada. Para ela, em termos específicos, os fatores que colaboraram para essa conjuntura de mercado de trabalho foram as políticas econômicas reduzidas ao combate à inflação em vez de voltadas ao planejamento, além do encolhimento do Estado via privatizações. O economista Bruno Pires salienta que existe um grande equívoco quando se pensa nos economistas como profissionais mais atrelados ao mercado financeiro. "A própria estrutura administrativa pública, tanto a nível estadual como federal demonstra o contrário, haja visto o número de gestores públicos que ocupam cargos de importância e liderança em todas as instâncias, como a Petrobrás, Seplan, SEI e Secti, bem como a Sefaz municipal. é obvio que os especialistas em finanças são sim, na sua maioria economistas, mas, isso não é tudo", analisa. Pires enxerga o campo de atuação do economista num espectro bem amplo, englobando instituições pública, privada, financeira, de consultoria, de perícia, de planejamento e em demais setores que necessitem de planejadores e estrategistas. Falta de concurso a técnica do Dieese chama a atenção para o fato dos últimos concursos públicos de empresas estatais, como a Petrobrás, não terem oferecido vagas específicas para economista. Lavínia Moura destaca que a profissão só será revalorizada no Brasil com a retomada de uma política econômica voltada para o desenvolvimento econômico e focada nas relações sociais, e não apenas nos agentes econômicos. "Em termos salariais existe muita dispersão. Faço parte de um grupo de ex-alunos da Faculdade de Economia da UFBa formado nos anos 80, todos bons profissionais, e, na atualmente, são secretários, presidentes de órgãos estatais, ou desempregados e até corretores de de seguro e até desempregados", destaca. Vocação Quais seriam as características vocacionais que levariam um estudante a se tornar um economista bem sucedido com visão suficiente para deixar sua marca profissional? Para o diretor da Faculdade de Economia da UFBa, Wilson Menezes, o caminho passa pelo aprofundamento em História e Matemática, podendo esse profissional ter um viés de Economia Política ou um viés técnico voltado para Modelações Econômicas. "Se ele conseguir combinar os dois vai ser um grande economista", destaca. O estudante Tiago Paixão entrou na Faculdade de Economia na UFBa ainda sem a exata noção da carreira que abraçou, mas já sabe para que campo de atuação profissional vai se dedicar." Quero trabalhar em pesquisa e ser professor universitário. Todo estudante de Economia tem de ter tino social, não importa se à direita ou à esquerda, independentemente se vai trabalhar na iniciativa privada, ONG ou setor público.Tem de gostar de política", sentencia. Tiago Paixão acredita na profissão de economista como meio para colocar seu idealismo social em prática. "A maioria dos estudantes não sabe o que significa a profissão de economista. Entrei na faculdade para estudar a sociedade e mudá-la. Não foi com a intenção trabalhar em banco, por exemplo. Foi algo de identificação política e transformação social e não tanto pessoal", revela.O economista Bruno Pires relaciona o caráter da sua profissão ao dinamismo da própria economia. "Ele deve ser uma pessoa que busque conhecimentos a todo o tempo, dia após dia, incansavelmente. Que leia muito, que não se limite à literatura vinculada a sua profissão, e que nunca perca o foco no social. Outro aspecto importante é o aprimoramento profissional constante através de cursos de extensão, pós-graduações e demais possibilidades de troca de conhecimento existentes", pontua.
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